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sexta-feira, 6 de março de 2009

"Ao vivo com": Zoetrope (Rui Horta e Micro Audio Waves)

Banda - Micro Audio Waves com Rui Horta
Espectáculo - "Zoetrope"
Local - Cine-Teatro Pax Júlia, Beja
Data - 3 de Março de 2009
Início do espectáculo - Cerca das 22h10

O início do espectáculo coincidiu com a altura da abertura de portas. Quando o público começa a entrar já há um elemento em palco e o som a envolver-nos a partir das colunas. Uma espécie de "intro" para adaptação a um ambiente estranho. O cenário é pensado até ao último pormenor. O espectáculo vive muito da conjugação de muitos "pequenos" pormenores. O som desconcertante percorre todo o auditório. De repente... Luzes que ferem a vista, que ofuscam e marcam o arranque de um espectáculo gráfico, sonoro, de movimento, caracterização e multimédia. Ninguém fica indiferente.

A música foi quase totalmente criada de raíz (não se encontra em qualquer álbum da banda). É um espectáculo sem intervalos para aplausos e sem comunicação com o público tal como estamos habituados, mas que todo ele é comunicação com os nossos instintos mais básicos. Remete-nos para cantos obscuros da nossa existência. Deixa-nos incomodados e inquietos. Todos temos segredos.

É, acima de tudo, um espectáculo de provocação e de sensações contraditórias entre aquele casulo sob a forma de Cine-Teatro e o resto do mundo. É um espectáculo de perspectiva. De lembranças ténues e longínquas. De medos. De existência. Da nossa própria existência.



Um espectáculo de 1h10 ao nível dos melhores. Atinge-nos em cheio. Depois, o mundo cá fora. Em tons de "Zoetrope".

Excelente. O espectáculo vai estar nas próximas semanas em Torres Novas, Caldas da Rainha, Estarreja e Portalegre. A não perder!

Para mais informações vai a:
http://www.myspace.com/microaudiowaves

domingo, 3 de agosto de 2008

Come na Rua no Rock às Sextas no Cais de Gaia

Come na Rua ao vivo na passada sexta-feira no Cais de Gaia. Para mais vídeos vão ao canal d'A Nova Música Portuguesa no You Tube.

The Jills no Rock às Sextas no Cais de Gaia

The Jills ao vivo na passada sexta-feira no Cais de Gaia. Para mais vídeos vão ao canal d'A Nova Música Portuguesa no You Tube.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Kalashnikov rebentam no Optimus Alive!

Ontem foi dia de Optimus Alive. E que dia! Como não estamos cá para falar das bandas estrangeiras que actuaram, vamos directos ao assunto: Kalashnikov que, com Sons of Albion (que embora baseados em Inglaterra têm dois elementos portugueses), eram os únicos representantes portugueses no Festival. E não deixaram a representação por mão alheias! É caso para dizer que os Kalashnikov fizeram rebentar o Optimus Alive...

A banda começou logo a rebentar com "Peace is Dead", passando depois por "Tiananmen Tiananmen", "Genocide Fields" ou "Brothers in Africa". O concerto foi bastante intenso e o público não parou de mexer! Jel disse mesmo que era "Kalashnikov a abrir e Rage Against the Machine a fechar. O resto é para encher". Continuando disse que "eles metem-nos a tocar cedo, mas esquecem-se que o pessoal de luta também vem cedo para cá".

Em "Tianamen Tiananmen" Jel lembrou-nos dos Jogos Olímpicos deste ano na China e em "Brothers in Africa" ensinou ao público o que era guerra: separou o moche a meio, a cerca de 6/7 de distância entre os seus extremos e, ao sinal do vocalista, correriam em direcção à outra metade do moche, numa guerra que terminou em caos! Só visto!

Mas o melhor estava guardado para o fim, quando o vocalista de Kalashnikov chamou Fernando Ribeiro (sim, esse mesmo, vocalista dos Moonspell) para, juntos, cantarem "Warriors of Yezbollah". Foi o final perfeito, com o público em êxtase! Aqui fica a nossa prenda para vocês. O vídeo está um pouco tremido (estávamos no meio do moche...), mas está bastante elucidativo! Digam lá se não somos vossos amigos?

Kalashnikov + Fernando Ribeiro (Moonspell) Optimus Alive 10/07/08

domingo, 1 de junho de 2008

"Ao vivo com": Deolinda

Banda - Deolinda
Local - Passos Manuel, Porto
Data - 31 de Maio de 2008
Início do concerto - Cerca das 22h45

Este concerto no auditório do Passos Manuel teve várias particularidades. Logo à partida, a transversalidade do público. Não seria dos 8 aos 80, mas dos 15/16 aos 70 e muitos. Percebe-se. A música é propícia a isso. Logo à entrada duas senhoras de cabelos brancos comentavam entre si: “Não conhecia esta casa de fados!”… Tudo dito quanto a isto. A sala não estava totalmente cheia mas quase. O concerto abriu logo com toda a força: “Fado Toninho”, para pôr em sentido os menos avisados! As primeiras palmas… De seguida “O Teu Bem Faz-me Tão Mal”. Mais palmas. A Deolinda começava a soltar-se e a conquistar o público. “Lisboa Não é a Cidade Perfeita” e “Contado Ninguém Acredita” foram as próximas. Se a Deolinda vive muito das letras das músicas, ao vivo vive ainda mais da expressividade de Ana Bacalhau, que consegue dar-nos momentos hilariantes. Por esta altura o público já estava na mão. Histórias de amores no autocarro, na filarmónica, no bailarico… E o rapaz que não lhe passava recado. Por entre os músicos, o quadro perfeito: rendas de bilros, uma pequena mesa com rosas e uma moldura com a foto da Deolinda. Nos músicos, as roupas a condizer; na voz a beleza dos sons que enchiam a sala. E em cada música, risos! O público delirava. “Quando Janto em Restaurante”: mais risos e as palmas que se prolongavam cada vez mais. E o sorriso da Ana que enchia a sala... Depois “Fon Fon Fon” e o concerto podia prolongar-se até de manhã… Algumas cadeiras vazias (poucas) mas a sala estava a abarrotar. As palmas pareciam vir de 20 mil mãos! O auditório era pequeno, mas a cidade inteira parecia aplaudir o espectáculo. Seguiu-se “Eu Tenho Um Melro” e “A Mais Popular das Marchas”. Algumas destas músicas nunca as tinha ouvido mas ficam logo à primeira… É impossível não ficarem!



Depois de “Fado Castigo”, “Ai Rapaz” e “Entre Alvalade e as Portas de Benfica”, aquele que será o próximo hino nacional: “Movimento Perpétuo Associativo”. No que toca à Deolinda já está a recolher assinaturas para tal e o pessoal aqui do blog quer assinar o mais rápido possível: o público de braço no ar entoava “…vão sem mim que eu vou lá ter… vão sem mim que eu vou lá ter..”. Êxtase! A cidade estava prestes a entrar em palco e a entoar as palavras de ordem! Agora é que é! Mas as palavras estavam certas e o público dava significado ao que dizia: ninguém saiu do sítio. No fim palmas, palmas e mais palmas! Quando se pensava que melhor não podíamos ir “A Garçonete” e “Canção ao Lado” para terminar… Já?? Pareciam ter passado 10 minutos, mas já íamos em mais de uma hora. Depois o encore: “Clandestino” e “O Fado Não é Mau”. Soube a pouco. O público pediu mais. Os Deolinda voltaram de novo para segundo encore. Não haviam mais músicas por isso “Fon Fon Fon” outra vez. De novo aplausos e mais aplausos. Alguém pediu o hino nacional de novo, mas as luzes já estavam acesas. Para pena de todos não houve hino nacional. A Deolinda estava visivelmente cansada (mas feliz!). Volta rápido Deolinda! Estamos à tua espera... E esperamos também a petição! Queremos assiná-la! Pode ser?

Depois de terminado o concerto, a sessão de autógrafos. Quase toda a gente comprou o CD "Canção ao Lado" no final e exigiu uma assinatura. A Deolinda, solícita e simpática como sempre acedeu pacientemente, conversou com todos, escreveu para todos, sem quaisquer tiques de protagonismo. Pessoas como nós. E eu a imaginar a selecção nacional a entoar, no jogo de abertura do Euro 2008 “…vão sem mim que eu vou lá ter…”. Vou sim senhor. Vemo-nos em Beja, no dia 28 e, espero eu, já com a petição na mão. Pode ser?

Bruno Magalhães

domingo, 11 de maio de 2008

"Ao vivo com": a Jigsaw

Banda – a Jigsaw
Local – Galeria do Desassossego, Beja
Data - 10 de Maio de 2008
Início do concerto – 00h15

Quando chegamos à Galeria do Desassossego, o primeiro susto: o concerto tinha sido cancelado. Uma olhadela mais próxima e percebemos que tinha sido o concerto de Sean Riley a ser cancelado, no dia anterior. Menos mau. Entramos. 21h45. A Guitarra Portuguesa de Carlos Paredes entoava por toda a casa… Até às 23h foi assim, enquanto todos não acabaram de jantar. Depois a música animou. Pelas paredes do bar uma exposição de desenho onde se identifica de imediato “O Marsupial”, desenho que dá capa ao novo álbum dos Linda Martini.
Eram 23h15 e o bar ainda se encontrava vazio apenas com os a Jigsaw em amena cavaqueira. Pelas 00h00 o bar já rebentava pelas costuras. Pouco depois começou o concerto.


João Rui na voz, guitarra, banjo e harmónica, Jorri nas percussões e Susana Ribeiro no violino, melódica e glockenspiel, entraram no mundo melódico, melancólico e denso dos a Jigsaw. Ao fim de da segunda música o público estava conquistado. E ainda mais com a terceira, “Letters From The Boatman”. Uma das mais aplaudidas da noite, sem dúvida.
O público era surpreendentemente conhecedor e, de quando em vez, trauteava até partes da música. De seguida “Little Fish, Big Fish”, de PJ Harvey. O público já sabia, mesmo antes do João dizer; o vocalista pareceu bastante surpreendido. O concerto estava quente. A densidade aumentava para cada canto da sala. A voz densa de João Rui trouxe-nos de seguida “Dreams and Feathers” e “Life’s Like a Riverboat”, música de uma simplicidade extrema, mas que, ao mesmo tempo, nos percorria dos pés à cabeça.


Depois, um dos momento mais animados da noite, com uma incursão pelos blues. Pouco depois o vocalista fica sozinho em palco, só com a guitarra e a harmónica, ao estilo de um verdadeiro one man show. De novo, o resto da banda entra para mais duas músicas para finalizar.
Depois era tempo do encore, com o momento mais esperado da noite: “Lion's Eyes Louder”, o primeiro single. A banda avisou que a música, como está no álbum, só uma vez havia sido tocada. E, mais uma vez, não haveria de ser tocada no original. No público, alguma desilusão. Era a música mais esperada. Para outros, tanto fazia. Afinal eram os a Jigsaw que ali estavam e o que interessava mesmo era que a banda não parasse. O público pediu mais uma e a banda voltou. Aplausos. Mais uma noite muito bem passada.